Believe in yourself

A vida Ă© pra quem se arrisca a viver, pra quem tá disposto a mergulhar de cabeça nos prĂłprios sonhos, pra quem nĂŁo vai desistir atĂ© chegar aonde deseja. NĂŁo tem essa de “nĂŁo consigo” ou “deixa pra depois”, isso nĂŁo existe! É agora ou nunca, tem que correr atrás, que arriscar, suar e lutar com todas as forças por aquilo que almejas, por aquilo que acredita, dane-se o que os outros vĂŁo pensar, faça por vocĂŞ e nĂŁo por eles. É a sua realização pessoal, a sua felicidade, as suas conquistas e sonhos que estĂŁo em jogo. E se a vida te der uma rasteira? Levanta, sacode a poeira e mostre pra todo mundo que nĂŁo Ă© um tombo qualquer que te fará desistir. Já dizia o sábio Raul Seixas na letra de sua mĂşsica Tente Outra Vez: ” (…) Basta ser sincero e desejar profundo. VocĂŞ será capaz de sacudir o mundo. Vai! Tente outra vez”. Faça por vocĂŞ e serás surpreendido com o poder da sua prĂłpria força de vontade, põe a cara pra bater, enfrenta os teus fantasmas, mostre pra todos que vocĂŞ quer, vocĂŞ pode e vocĂŞ irá fazer qualquer coisa que quiser, independente das outras pessoas acreditarem ou nĂŁo em vocĂŞ. Afinal, os outros sĂŁo apenas os outros… E agora vocĂŞ me pergunta “e se der medo?” eu te respondo: vai com medo mesmo, mas nĂŁo deixe ele ser maior do que a sua fĂ© em si mesmo! Acredite em si mesmo! 






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"Olá, JoĂŁo. Ou JoĂŁo Gabriel. Ou Santiago, nĂŁo sabemos ainda, eu e sua mĂŁe nĂŁo conseguimos nos decidir. Sei que eu queria brasileirar Lenon ou Dilan, mas sua mĂŁe anda redutiva quanto a isso, diz querer protegĂŞ-lo. Mas do quĂŞ, a gente pode saber? Talvez de fazer sucesso com as menininhas do Jardim de Infância com um nome lendário desses. Mas nĂŁo se chateie, ok? NĂłs vamos encontrar uma solução. Bem, eu nĂŁo sei como começar isso, Ă© estranho falar com uma barriga gorda, a Ăşltima vez que fiz isso foi aos sete anos quando o tio Lino me jurou ter comido o Caco, um hamster branquinho que eu tinha. Mas isso Ă© uma longa histĂłria. VocĂŞ quer um hamster tambĂ©m? O pai compra. Pai. Que troço esquisito pra quem ainda come sucrilhos pela manhĂŁ. Mas agora está tudo bem. NĂłs nĂŁo planejamos vocĂŞ, mas o inesperado aconteceu. Primeiro eu tive algumas crises peterpânicas, sumi por um tempo, cheguei a sugerir que vocĂŞ fosse interrompido. AĂ­ veio o ultrassom, aquela canção do Cat Stevens num comercial sobre o verĂŁo, os livros do “Diário de Um Banana” na livraria perto daqui. EntĂŁo eu decidi que precisava de vocĂŞ, talvez mais que vocĂŞ de mim. Acho que vocĂŞ pode me ensinar muitas coisas. NĂŁo coisas como lidar com peitos, isso eu já aprendi aos 23. Há montes de outras coisas que eu preciso saber, como ser menos egoĂ­sta, menos farisaĂ­sta, menos inconsequente. Ou como dar nĂł em gravatas, seu avĂ´ já tentou trezentas vezes, mas acho que ele nĂŁo sabe direito o que está fazendo. Bem, acho que já deu pra sentir que ainda estou confuso quanto ao meu papel nessa peça que a vida me pregou. As coisas vĂŁo mudar, eu sei, mas acho que vou me sair bem. Dizem que, agora sim, vou conhecer o verdadeiro amor. E, confesso, estou curioso e trĂŞmulo. Talvez eu desmaie no seu parto, tudo bem pra vocĂŞ? Mas Ă© sĂł questĂŁo de idade, pulando essa parte a gente pode sair do hospital, conhecer o mundo e passear por aĂ­. Comecei uma poupança pra vocĂŞ. Já tem trinta reais. Sei que nĂŁo Ă© muita coisa, mas já dá um Mc Lanche Feliz. O que vocĂŞ acha? Depois, mais tarde, talvez uns vinte anos, podemos beber algumas cervejas e falar sobre garotas ou sobre o que está errado na escalação do nosso time do coração. O que vocĂŞ quer agora? Batatas fritas? Uma garupa atĂ© a praça do aviĂŁo? Uma guitarra? Uma estrela do mar? Bem, como vocĂŞ pode ver, o clima Ă© de ansiedade, alegrias e de uns tapinhas nas costas. Tenho recebido muitos abraços, parabĂ©ns e recomendações para criar juĂ­zo. NĂŁo sei que porra as pessoas estĂŁo pensando quando me mandam criar juĂ­zo. E tambĂ©m nĂŁo entendo os parabĂ©ns, foi fácil e gostoso fazer vocĂŞ, mas isso Ă© papo pra daqui uns quinze anos. Quem sabe, se der tempo, vocĂŞ conheça seu bisavĂ´. Ele está com Alzheimer. Ă€s vezes ele joga o prato inteiro de comida na parede e os adultos acham um pouco triste, mas acho que vocĂŞ vai atĂ© achar engraçado. Aliás, estou louco pra escutar seu riso. E tambĂ©m já fiz planos de cantar “Hey Jude” quando vocĂŞ começar a espernear no berço que ganhamos dos seus avĂłs de Pelotas. NĂŁo será perfeito o tempo todo. Haverá dias que vocĂŞ vai berrar sem parar e eu vou implorar pra vocĂŞ começar a falar agora mesmo, e diga afinal o que Ă© que vocĂŞ quer. Mas tudo bem, a gente faz as pazes e algumas fuzarcas. E depois vocĂŞ pode adormecer no meu peito assistindo “TrĂŞs Ă© Demais” no sofá, atĂ© a mamĂŁe chegar. Ah, sobre a mamĂŁe. Bem, acontece que nĂŁo estamos mais juntos. NĂŁo sei explicar, essas coisas sĂŁo meio complicadas, temo que se eu começar a explanar como funciona os relacionamentos vocĂŞ relute sair daĂ­ e depois precisaremos gastar todo dinheiro da sua faculdade numa cesariana desnecessária. Vai ser um pouco estranho, mas hoje em dia Ă© comum os pais morarem em apartamentos separados, por mais idiota que isso possa parecer. O lado bom Ă© que vocĂŞ terá dois quartos. É, nĂłs adultos somos muito idiotas mesmo, na maioria das vezes a gente nĂŁo sabe direito o que está fazendo. Mas nĂŁo se preocupe, ainda somos amigos, a gente se dá legal e estaremos sempre por perto. Sem brigar, a gente jura. Sei que estamos sempre jurando coisas, mas vamos trabalhar duro. Por vocĂŞ. Certo? Se está bom pra vocĂŞ, dá um chute. Se nĂŁo, dois. E pode apostar, vamos amar vocĂŞ infinitamente mais e melhor do que a gente já se amou um dia. Como assim, quanto Ă© infinito? Infinito Ă© infinito. É tudo. É pra sempre. É sem fim. É uma coisa que nĂŁo dá contar nos dedos. Nem na calculadora? NĂŁo, nem na calculadora, filho."
— Gabito Nunes, amor sem fim.  





Então eu decidi me sentir culpada pela ultima vez, abandonei esperanças, vida social, cachorro, peixe, família, e fui viver. O sol ardeu nos meus olhos, depois de tanto tempo no escuro, vivendo um tipo de amor que consome, doente, cego, estático, cru. Amor pra ser amor tem que deixar marcas, e cicatriz não é marca. É sinal. Sinal de que alguma coisa deu errado, mas você sobreviveu. E a gente deu muito errado, deu erradíssimo, compreendeu agora? Eu passei mil e quinhentas vidas achando que o problema da nossa não-relação era eu. Que a culpa era minha, que a falta era minha, que os erros eram meus, tudo era meu. Você não era, entende agora? A gente nunca foi nada, eu sempre enxerguei isso, mas a esperança nas mãos erradas é um desastre, todo mundo sabe. Após meses ensaiando nosso discurso de despedida eu sufoquei com as palavras, e pude ver um filete de luz no fim do túnel, a esperança em deixar de viver com migalhas e passar a existir com porções generosas de carinho. De desamor eu só acumulei fraturas, resultado das rasteiras que você, a vida, o universo colocaram a prova em cada segundo que estivemos juntos. Eu acabei me acostumando a te usar apenas como uma muleta emocional, porque o amor, o amor mesmo já foi a óbito, faltava só a coragem pra lacrar a sepultura. E acontece que depois de passar muito tempo no escuro, você acaba achando que não merece alguns raios de sol, que a terra ficou estéril, que o zumbido no ouvido nunca vai passar. E aí passa. Assim, do nada. A gente treme as pernas umas duas vezes, mas começa a andar outra vez, e aprende a viver mais quinhentas mil vidas. Se reinventa, se recomeça, se precisa de novo e não para. Mesmo que o caminho continue escuro, que o cabelo esteja seco, que as curvas sejam só curvas, que o sorriso seja amarelo, que os olhos ainda estejam tristes, que a vida ainda seja oca. Quando a gente decide sair de um funeral, o luto passa. E a vontade de continuar morta, também.

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